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Jesus o amava, mas ele morreu!

Jesus amava Lázaro, mas Lázaro morreu. E se ressuscitou, antes havia morrido, de dia em dia, de fôlego em fôlego, até o fim; e, depois, tão bem morrido esteve, que apodreceu ao ponto de criar o choque de repugnância que sobre todos veio. “Já cheira mal. Já é de quatro dias” – era o que se sabia sem dúvida alguma.

Enquanto ficava fraco, era amado. Enquanto sucumbia à doença, era amado. Enquanto falia dia a dia, e gemia em dores, até esvair-se, e morrer, era, todavia, muito amado.

E se não tivesse ressuscitado seria menos amado?

Ah, não mesmo! Afinal, Jesus mesmo disse que estava fazendo o que fizera, apenas para que os homens cressem, e não para Lázaro se sentisse mais amado.

Lázaro morreu. Mas e daí? Se Paulo dizia que era lucro partir e estar com Cristo, que não dizer do fato que para Lázaro o céu estava Lá e estava Cá; pois, Lá, estava Cristo, no Mistério do Pai; e, Aqui, estava Jesus, que era Um com o Pai.

“Já passou da morte para a vida” é a garantia que Jesus nos dá quanto ao fato de que agora tudo é nosso, seja a vida, seja a morte, sejam as coisas do presente ou do porvir, tudo é nosso, e nós de Cristo, e Cristo de Deus.

Isto é o que significa a afirmação de Paulo acerca de que nada, em nenhuma dimensão, pode nos separar do amor de Cristo.

Houve outro Lázaro muito amado que morreu e, aos olhos de todos na Terra, ficou morto; só sabendo nós de sua vida eterna pelo apocalipse que Jesus fez, de forma fabulosa e parabólica, da continuidade da existência “daquele Lázaro” no seio de Abraão. Sem Jesus e Seu olhar este segundo Lázaro seria um desgraçado anônimo que havia morrido sem Deus e se perdera. Para quem têm bens, mendigos parecem não ter eternidade.

“Está enfermo aquele a quem amas”, mandaram dizer a Ele; mas Ele ficou ainda alguns dias no lugar onde estava.

Jesus amava a Lázaro sadio, enfermo, morto, ressuscitado, morto outra vez, e unido ao outro Lázaro no carinho de Abraão.

Jesus ama a Lázaro. Lázaro é que imagina que o Lázaro amado por Jesus é o Lázaro socorrido com pressa: antes de a doença chegar, antes da dor se instalar, antes da fraqueza abater, antes do ar faltar, antes do coração parar, antes do cérebro entrar em irreversibilidade.

Jesus, no entanto, ama Lázaro podre! E não o faz deixar de estar podre de tão morto que estava apenas para provar que amava a Lázaro. Afinal, somente Jesus sabe se é a vida, a morte, a dor, a perda, o socorro, ou indisponibilidade de Deus aquilo que levará o homem ao amor de Deus.

Jesus ama Lázaro vivo ou morto!

Sim, pois, para Ele, a luz e as trevas, a vida e a morte, são a mesma coisa.

Jesus ama!

E é só isto!

Só isto?

O que você quer mais?

Caio
11/02/08
Lago Norte
Brasília
DF

Sutilezas do Diabo …

Quando o mal não consegue penetrar a alma do homem bom, ele se faz passar por bem, até que, pelo afeto do homem bom, o mal seja amado em seu disfarce, e, assim, lentamente, ir entortando o ser daquele homem, até ao ponto em que ele se esqueça de Deus; e tudo isto sem perceber.

Há, PORÉM, aqueles que julgam que fazer algo público em nome de Deus é a carta de alforria de que necessitam a fim de poderem na prática viver sem Deus.

Ora, os do primeiro caso podem voltar aos sentidos originais, porém, os do segundo caso, raramente voltam, a não ser que sejam levados a apodrecer na cama até que olhem para os céus com temor e tremor.

A pior coisa que existe para o coração de um homem bom e que viva de ensinar a Palavra ao próximo, é sentir-se Guia de todos, pois, caso ele assim se sinta, nesse mesmo instante ele começa a seguir aquilo que os outros sobre ele projetam, e, assim, perderá o sentido de seu caminhar simples e original. Ele pode saber de tudo, só não pode sentir-se conforme aquilo que foi construído pelas projeções. E de tais impressões ele precisa limpar-se sempre.

A pior coisa que pode acontecer entre um genuíno condutor de almas e as almas sinceramente por ele conduzidas, é que elas comecem a já não ver o condutor como ovelha do Único Pastor, e, assim, projetem sobre ele expectativas que no homem não têm como ser projetas sem frustrações.

Buscar ser visto pelas pessoas enquanto se fala em nome de Deus, ou em Seu nome se cante, e isto com a finalidade de ganhar dinheiro e seduzir pessoas até mesmo sexualmente – é como se fazer discípulo do diabo, aceitando a mais sórdida missão de blasfemar de Deus enquanto se diz que Ele é poderoso.

Todo homem deveria saber que é melhor vender drogas, cachaça ou pó; ou que é melhor vender a genitália, o corpo e a boca; ou que é melhor ser bandido procurado; ou que é melhor ser falsário descoberto e perseguido – do que ser alguém que vive de pregar supostamente o Evangelho, mas que se serve dele para enriquecer, manipular, seduzir, possuir e anestesiar as almas dos homens. E isto enquanto mente o tempo todo em nome do Senhor.

Tiago disse que nenhum outro juízo será mais rigoroso, e a julgar o modo como Jesus tratou a tais espíritos nas narrativas dos evangelhos, eu não tenho nenhuma razão para duvidar.

Por isso, guardemos os nossos corações de todos esses diabos.

Nele, em Quem quero ser na verdade,

Caio
08/02/08
Lago Norte
Brasília
DF

Silêncio! Ou então se mate!

Deus determina como as coisas são. Eu apenas me deleito em tentar discernir.

Há muita coisa, no entanto, que eu aceito pela fé, em razão de que o testemunho das coisas reveladas me é esmagador e superior em relação às coisas que não entendo ou que não estejam reveladas ainda.

Em Deus, todavia, sempre haverá coisas e coisas muita além de nós. Sim! Mesmo na eternidade será assim. E jamais se chegará ao fundo do eterno.

Hoje, no entanto, nossas questões são dúvidas. Na eternidade, entretanto, nosso não saber será adoração em alegria pelo mistério de Deus ser Deus.

Alguém pergunta: “Por que o Cordeiro foi imolado antes da fundação do mundo?”

O ser piedoso logo responde: “É porque Deus sabia que a criação iria se perverter, e, então, fez provisão de redenção antes de criar!”

Lindo. Mas ainda é o homem falando e trabalhando com categorias de tempo e espaço, dizendo que algo aconteceu antes, na eternidade, em razão do que Deus já sabia sobre o tempo, sobre o depois. Assim, quem diz não é Deus, mas sim o homem acerca de Deus.

No entanto, essa é a pobreza da reflexão humana tentando colocar Deus dentro dos limites da lógica linear e temporal.

Então, nessa esteira, vêm as doutrinas greco-cristãs da predestinação, da presciência e da Soberania de Deus.

Ora, Deus é presciente, é claro, Ele é Deus. Deus é determinante, é claro, Ele é Deus. E Deus é soberano, afinal, é claro, pois Ele é Deus.

Entretanto, do ponto de vista da Palavra, estas coisas ou “atributos”, são um fato e não um conjunto de realidades a serem “equilibradas” pela lógica humana, a fim de que delas emane a pureza de doutrinas como as que acima mencionei.

Deus é Soberano, porém, criar uma “doutrina” da Soberania é como dizer que se sabe as “medidas de Deus”; e que, em razão disso, se pode construir para Ele um traje real: o da doutrina da Soberania. E, assim, dessa hora em diante, o Deus vestido por nós pode ser soberano dentro dos limites de nossa doutrina-veste-de-Deus — o que é mais que ridículo!

Tudo o que eu creio sobre redenção eu creio porque creio que a Palavra que dela dá testemunho é Palavra de Deus, mas não creio porque seja o mais lógico.

Deus não opera na categoria do lógico. Lógica é a capacidade da lesma-humana somar e se gabar de tal feito.

Para mim, no entanto, o Cordeiro foi imolado antes apenas porque a Vida é doação, é graça, é dádiva. Assim, antes de criar o Criador se dá, pois, é de Seu ato de se dar que toda vida aparece.

É o ato de entrega de Deus a Deus como oferta de amor aquilo que cria todos os mundos possíveis.

Tudo o que vem depois, como a culpa humana, já existem como ‘possibilidade’ sob a dádiva da Vida que cria a vida; e que assume tal fato criador em todas as dimensões; inclusive quanto à possibilidade da culpa e da rebelião das criaturas. Sim! Pois fora de Deus o que mais pode ser perfeito e para além da distorção? A Vida é perfeita. Mas as vidas nem sempre seguem a Vida. Ou então não era vida aquilo que a Vida estava criando.

Afinal, se o Cordeiro de Deus foi imolado antes de haver qualquer criação, então, o sacrifício do Cordeiro inicia a Vida para as criaturas que viriam, assim como também cobre toda sorte de anti-vida que a liberdade da natureza das criaturas fizesse surgir no processo, como a queda de anjos e humanos, por exemplo — entre tantas outras coisas!

Mas o porquê de tudo isso nos ser revelado pela linguagem do sacrifício do Cordeiro Eterno, julgo que seja pela nossa limitação de linguagem.

Afinal, a própria idéia do Cordeiro é oriunda da criação, e, portanto, serve muito mais ao propósito da linguagem humana do que como discrição cênica do que houve-há-é na eternidade.

No fim veremos que os homens se mataram por linguagens e códigos de comunicação [letra], pois não se apropriaram do espírito-significado presente na existência de todas as coisas criadas!

Ora, no tempo e no espaço, até Deus para falar precisa de “meios” que atinjam a mente-espírito do homem. No entanto, são apenas formas de expressão e não descrições cênicas de coisa alguma.

No palco da História [tempo/espaço] Deus não estava fazendo nada novo. Ele estava apenas usando os meios de comunicação a fim de expressar de modo grotesco aquilo que era fato-eterno Nele mesmo, em nosso favor.

Paulo disse que tudo o que soubemos pela Encarnação era aquilo que já estava realizado como mistério antes dos tempos eternos, e que agora nos foi revelado por Jesus e pelo Espírito.

Ora, alguém pergunta: E por que os elementos usados para tais simbolizações são os que são?

Eu respondo dizendo nada:

Pela mesma razão que uma pedra é uma pedra; e um astro é um astro; e a Lei da gravidade é assim como é.

E pergunto mais: Por que não pedras de bolhas de água ou de isopor? Ou por que não um universo frio e sem decisões a serem tomadas? E por que não um cosmos sem nada nele vagando?… E por que não um homem sem chance de pecar ou de escolher? Ou por que não é uma criação na qual toda criatura desviada do projeto da Vida viesse a virar apenas energia para outra finalidade? Etc.

Ora, na esteira dessas questões a primeira deveria ser: E por que Deus criou o homem? Sim! Pois nossos problemas não vêm das pedras e nem dos astros, e nem tampouco das Leis Universais, mas sim de nós mesmos. Sim! Tudo que concerne ao mal no universo diz respeito ao homem, e nem mesmo ao diabo. Então, na esteira das questões, a única que faz sentido ser levantada pelo homem diz respeito à sua própria existência, e nenhum outra mais.

Mas se aceito ser, não tenho “moral” para perguntar mais nada. E, para os extremamente honestos, a rebelião jamais deveria ser feita de perguntas, mas de atos, e, entre eles, o mais coerente seria o suicídio.

Assim, Ele é Deus; e, portanto, cale-se diante Dele toda criatura!

Nele, que é,

Caio

09/02/08
Lago Norte
Brasília
DF

Paulo fala aos cristão na internet

Se alguém ensina alguma algo que não se conforme com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo e com a doutrina que é segundo a piedade – esse é soberbo, e nada sabe; mas delira e enfatua-se acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, suspeitas perversas, contendas de homens corruptos de entendimento e privados da verdade, os quais julgam que a Palavra sirva como causa de ganho. Aparta-te dos tais.

O mandamento existencial acima transcrito é uma palavra de Paulo a seu filho na fé, Timóteo.

No 1º século, aí por volta dos anos 60, surgiram muitos fanáticos religiosos, tanto os que iam de cidade em cidade procurando hereges cristãos, como Paulo era considerado [aliás, o maior de todos!], a fim de os acusarem e criarem tumultos e intranqüilidade para suas vidas; como também havia aquela horda de pregadores curandeiros e mágicos, esotéricos e sincretizados, tanto os que misturavam Jesus com o culto a Mitra, assim como aqueles que tentavam fazer Jesus ser fruto de alquimias do estilo da atual Nova Era, na tentativa de misturá-Lo a tudo o que fosse palatável aos “sentidos mais abertos”; e isto sem falar no que grassou como onda de curandeiros “cristãos” oferecendo o “evangelho” e curas por dinheiro.

Já no 1º Século Jesus havia se tornado um bom negócio para muita gente!

Assim, o que Paulo diz a Timóteo é que eles estavam cercados por gente que ensinava o que não tinha entendido, e que usava a Palavra de Jesus como invólucro para as suas próprias construções de idéias cobiçosas; e que, por tal razão, tornaram-se pessoas que não viam relação entre o Evangelho e piedade, e, portanto, assim convertendo-se em seres arrogantes e soberbos, visto que seu saber era apenas para consumo e performance, posto que nada sabiam, pois, quem sabe, sabe conforme a verdade e o amor, e, assim, sabe que não sabe; por isto é que as mentes das pessoas que sabem sem o coração, ficam cativas dos processos de fantasia e as emoções, tornando-se por isto enfatuadas e delirantes, visto que entregam-se às coisas que dizem respeito a lutas de superioridade, sempre batalhando por uma suposta verdade encontrada em termos e palavras, ou num pacote humano de sabedorias tolas; sendo que tal estado mental divorciado da verdade segundo a piedade e o amor, é o berço de toda inveja, disputa de poder, contendas sobre a “verdade” que são verdadeiras blasfêmias; o que leva tais pessoas a desenvolverem malícia, ódio, e corrupção mental, pois quem tem compromisso com a supremacia de uma disputa ou persuasão, esse não tem mais nenhum compromisso com a verdade, daí porque seus pensamentos acostumados a tratar o Evangelho como um “produto”, não possam mais imaginar nada sobre a “fé” que não lhes confira lucro: seja de dinheiro, seja de autoridade humana, seja de capacidade de influenciar, seja o poder da fama, seja o da mágica ou tão somente aquele que decorre da ingerência manipuladora.

Assim, campeavam as campanhas de difamação contra tudo e todos, conforme o interesse, havendo base ou não. Além disso, as cartas de Paulo, por exemplo, por serem consideradas verdadeiras, porém polêmicas, de acordo com Pedro, eram escrutinadas por todo tipo de gente, uns procurando verdade, outros buscando “base para suas loucuras”, e outros ainda na tentativa de encontrarem “heresias documentadas” a fim de terem onde fundamentar seu ódio e campanha contra o apóstolo e seus discípulos.

Ora, de lá para cá as coisas tomaram dimensões e proporções inimagináveis até para a imaginação de Paulo.

Por exemplo, se ele entrasse na Internet e observasse o modo como os cristãos tratam uns aos outros, e visse a multidão [Legião mesmo] de espíritos imundos que trafegam pela rede, cheios de tudo aquilo que ele, Paulo, dissera que aconteceria com os que procedessem conforme acima descrito por ele, ainda assim seu susto seria imenso, visto que as coisas estão ficando inimaginavelmente carregadas do anti-evangelho; ou pior: do espírito de ódio que é do diabo. E não é ódio de não-cristãos por cristãos, mas de “cristãos” por cristãos.
Paulo diz que a pessoa que desenvolve essa doença espiritual da fé como vantagem pessoal, e da piedade como vantagem de qualquer que seja o tipo – “… esse é soberbo, e nada sabe; mas delira e enfatua-se acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, suspeitas perversas, contendas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho”.

O que vejo é dia a dia uma Legião de espíritos imundos e cheios de ódio e blasfêmia encherem a Net com seus discursos sem beneficio algum à alma humana e sem glória alguma para o nome de Jesus; usando do pretexto de suas emoções e fixações emocionais, psicológicas e espirituais, a fim de irem ficando cada vez mais sem amor e sem pudor para com o Evangelho e para com o próximo.

Tome cuidado com os “grupos” de e-mails e com os chats. Tem muita gente com o espírito ruim descrito por Paulo acima, e que hoje encontrou o meio ideal para se expressar sem pudor, pois, na virtualidade os mais covardes se tornam os mais ousados.
O resultado, porém, é trágico para a alma dos que aprendem com tais espíritos!

Dia a dia sinto os espíritos que viajam aqui neste “ambiente”. E vejo que eles ficam cada dia piores. Sobretudo entre os “cristãos” vejo um crescente espírito de ódio, vingança e perseguição, ou de alegria na desgraça. Hoje os cristãos têm em cristãos seus piores inimigos.

Leio muita coisa, artigos, opiniões, pensamentos, estudos, etc. – e me pergunto: Meu Deus, isso ajuda a quem? Que lucro querem eles? Quem lucra? Quem se edifica? Quem ama Deus um pouco mais depois disso? De que espírito eles são, se amam imaginar fogo dos céus caindo sobre os outros?

E as ousadias? E as bravatas? E as perseguições caninas? E as fixações quase sexuais no ódio de alguns? E a devoção de alguns a existirem em razão de odiarem você? E as crescentes desonestidades para consigo mesmo que a vida virtual gera como alternativa? E os profetas de bytes e de e-mails? E as lesmas que se disfarçam de sucuris?

É muita mentira! É muito diabo! É muita corrupção para o ser! É Legião em estado de crescimento exponencial…

Quem for sábio que cuide de sua alma, de sua mente e de seu espírito, e que não se corrompa no espírito da corrupção espiritual que cresce mais rápido que o Efeito Estufa.

Cuide de sua mente. Fuja das mentes corrompidas pela mentira e pelo espírito do ódio e da ambição. Ame o que seja simples como simples é a verdade em Jesus.

E como ajuda prática, faço a você uma proposta: tire pelo menos 1/3 do tempo que você dedica falando obsessivamente com outros na Internet, e passe a ler a Palavra, a ler o Novo Testamento e os Salmos. E a orar. Sim! Dedique esse tempo para discernir a Voz de Deus no Evangelho, e, assim, ao entrar na Net, entre você, e não um personagem, uma ficção, uma fantasia, um fanfarrão, um neurótico santarão, um homem bomba, um homicida virtual, ou apenas uma alma erótico-narcotizada nos ambientes angustiados da religião.

A Internet tem sido uma dádiva da Graça para mim, e creio que no Senhor a tenho usado do melhor modo possível, conforme a evolução de minha consciência em Deus e também em relação aos tempos que juntos temos experimentado na Terra.

Mas eu não seria honesto se não chamasse a sua atenção para a explosão de doenças já previamente diagnosticadas na Palavra, e que se espalham como uma praga espiritual de irreverência, desamor, rancor, torpor, cinismo, malvadeza, vingança, e muita mágoa e ódio.
Pense nisto! E fuja disto!
Nele,
Caio

26/10/07
Manaus
AM

Saindo de Manaus para Brasília

Pedros enxeridos e Ananias e Safira que não morrem!

Ananias e Safira haviam vendido um campo, e desejavam faturar duplamente: com a venda em si; e com a imagem da venda, significando 100% de generosidade aos sentidos dos outros, porém, num caixa dois tentavam esconder tal coisa do Espírito Santo.

Assim, retiveram o que desejaram [uma parte]; e, do restante, fizeram uma oferta aos pés dos apóstolos, dizendo:

“Vendemos um campo, e aqui está a totalidade”.

Ananias foi o ofertante oficial. Safira vem apenas três horas depois, e sem saber que seu marido caíra morto quando sua mentira fora revelada pelo Espírito Santo a Pedro, sendo indagada, contou a mesma lorota de crente ateu. Então, informada do acontecera ao marido antes de sua chegada, caiu morta também.

Ora, é neste episódio que o imaginário da “igreja” se aferra a fim de meter-se na vida alheia.

Sim! Esse é o texto inconsciente que dá poder aos “Pedros” e põe os “Ananias e as Safiras” em grande pânico.

Os “Pedros” se tornam “Espíritos Santos”, e os “Ananias e Safira” assumem que são os amaldiçoados ou amaldiçoáveis pelos “Pedros” ambiciosos.

Ananias e Safira tiveram a Graça de morrer em razão da mentira. Eram amados. Não eram bastardos. Caíram diante da verdade. Ananias e Safira podem estar onde se não os imagina. E certamente estão.

O problema é quando os “Ananias e as Safiras” mentem tanto, que não sentem mais nada. Assim, nem mais a benção de morrer de disciplina eles têm; posto que tais “Ananias” e tais “Safiras” se tornaram profissionais do engodo; além de que eles não crêem no Espírito Santo e nem temem a Deus, diferentemente da declaração que aquele casal de Atos dos Apóstolos manifestou pela via do morrer de temor-fé.

Sim! O casal de Atos evidenciou temor e fé no morrer; mas os de hoje lambem os lábios e dizem: “É fácil enganar crente!”.

Além disso, mesmo diante da profecia da verdade, eles negam-na; e seguem sem temor algum…

Por outro lado os “Pedros” de hoje jamais diriam o que o Pedro de ontem disse:

“É de vocês. Tudo é de vocês. É direito de vocês ficarem com tudo. O que não lhes é possível é mentirem ao Espírito Santo e pensarem que o Espírito da Verdade não os exporá.”

Assim, o que Pedro faz é o oposto do que se faz hoje.

Hoje os “Pedros” usam de qualquer pretexto para entrarem na vida das pessoas, determinando até como se vistam ou se pintem. Se o assunto for sexual eles têm direito de meterem-se, infiltrarem-se e penetrarem em todos os orifícios de intimidade possível.

São uns “Pedros” candirus!

E como tais “Pedros” se metem, o Espírito Santo se afasta.

Lá, com Pedro, entretanto, foi tudo diferente. Pedro não se meteu em nada e não em buscou de coisa alguma. Ananias e Safira é que se meteram contra a verdade. Assim, o fluxo não é de Pedro para o casal, mas do casal para Pedro.

A palavra de Pedro, todavia, deixa o casal livre para decidir o que quisessem; só não lhes dá a liberdade de entrarem na intimidade do Espírito Santo com mentira.

Loucura! Por que se mentiria ao Espírito da Verdade?

Os que fazendo… – morrem, são ainda bem-aventurados; enquanto os que, fazendo, não morrem, são uns infelizes totais; pois, os primeiros ainda colapsam ante a Verdade; mas os últimos não sentem mais nada.

Na Verdade toda morte tem esperança. Mas na mentira não há qualquer esperança na morte.

Assim, a liberdade da intimidade é total. Só não há liberdade para se mentir contra o Espírito da Verdade; e nem para fazer disso um show público de piedade.

Mas também não se dá a homem algum o poder de se meter na intimidade de ninguém; pois, esse é sempre um assunto entre o Espírito Santo e o homem; seja para a vida ou para a morte.

Desse modo, nesta história, olhando para os dias de hoje, nos quais falta Pedro de verdade, e onde quase todo Pedro é Ananiasnizado e Safirizado – tem-se que dizer que o texto infelizmente cresceu; e, assim, também se tem que afirmar que por ele [o texto] “o pau que dá no Chico, dá no Francisco” também.

Pense nisso!

Caio

04/09/07
Manaus
AM

No cordeiro até o lago de fogo é belo

“Onde está ó morte a tua vitória?”
[Paulo citando a esperança da Escritura]Este mundo, mesmo caído, mesmo gemendo, angustiado desde seus magmas, aflito desde os seus pólos, deprimidos em todas as suas cidades, e suicida em todas as suas construções de progresso, sendo mundo cosmos assim como também mundo de seres vivos, incluindo os humanos, é ainda assim absolutamente extraordinário.

Cada dia olho à volta, e viajo de belezas estéticas a feiúras comportamentais, ou de contemplações sublimes até ao choque triste ante a capacidade auto-destrutiva da pessoa humana.

Entretanto, ainda assim, vejo muita beleza. É estranho, mas vejo beleza até no caos, até na catástrofe, até na percepção da cegueira humana.

O que vejo em tudo é uma sabedoria em curso, mesmo que as expressões imediatas sejam de perda. De fato, nada será perdido; pois, se Deus é amor e se o Cordeiro de Deus foi imolado antes da fundação do mundo, então, no Fim, tudo será como no Princípio; ou seja: tudo será Nele. E Nele nada se perde; pois, Ele é Aquele que Vive.

Existe o mal e existem os males. Mas cada um deles, ou mesmo o próprio mal e o mau, não sabem a profundidade do Mistério de Deus, pois, estão cegos em suas trevas; visto que o diabo é o anjo cego pelo orgulho.

No fim até o que for extinto será reunido ao Principio, pois, tudo o que passou a ser, um dia foi no Cordeiro mesmo que sem ainda ser para o próprio ser finito, o qual só é sendo. Assim, a extinção só extingue o ser que não desejou o ser.

Por isso até o caos carrega beleza e escolha da vida. E isto é assim quando o olhar passa a ver o Princípio como Fim e passa a ver o Fim como Princípio; pois, quem tiver desejado ser em Deus, em Deus será; e quem não o tiver desejado, em Deus também não será sendo…, embora passe a ser não-sendo… Assim, tudo volta para Deus. E Deus É. Portanto, até o que se extingue se extingue em Deus. Extinção absoluta só seria possível se possível fosse que algo não fosse em Deus. Nesse caso, se Nada fosse o oposto de Deus, então o Deus Nada seria Deus. Dessa forma é que Nada também é Nada em Deus.

Vendo a vida assim, se entrega a existência à causa do ser e de sua preservação em Deus, mediante a escolha do caminho menos desejado, que é a vereda do amor e da Graça. Entretanto, até aquilo que parece ser o oposto do que seja bom, ainda assim, passa a ser visto como parte de um trabalho de amor que não teme podar, limpar ou mesmo jogar no fogo – tudo em amor.

Quando a fé nos converte o olhar, tudo perde o poder da morte e da lamuria, e algo novo nasce, e, com tal novo olhar vem a percepção de que mesmo o que nos pareça estranho e ligado à dor, que sempre é vista como ruim, nada mais é que manifestação do amor de Deus operando para nossa escolha da Vida, salvando-nos de uma existência sem vida aqui, e sem eternidade além.

Pense nisto!
Caio

05/10/07
Lago Norte
Brasília

Para quem gosta do que é simples

simplicidade

Não se preocupe com Deus. Ele cuida de Si mesmo. Ele se defende. Ele é maior de idade.

Não se angustie por Deus. Ele não se transtorna e nem se abala.

Não defenda Deus. Se Ele não defender a Si mesmo, por que haverá você de fazê-lo? Você tem melhores argumentos?

Não se aflija em fazer Deus compreensível. Isto não é possível. Ele revela a Si mesmo ou nada é discernido.

Fale de Deus como Ele fala de Si mesmo.

Fale de Jesus como Jesus falou de Si mesmo.

Fale do Evangelho como ele fala em si mesmo.

Nunca discurse Deus. É obra de artífice de ídolos de linguagem.

Nunca filosofe Deus. É a louca-loucura dos sábios, que é a maior insensatez para Deus.

Nunca doutrine sobre Deus. É melhor oferecer bula de remédio a um doente analfabeto.

Confie sempre na verdade. Ela é invencível.

Confie sempre no amor. Ele é de Deus; pois Deus é amor.

Confie sempre que a paz é a melhor arma e a melhor defesa.

Creia simples e tudo será maravilhoso.

Creia complexo e você jamais terá alegria.

Creia, apenas creia, e tudo passará a ser possível.

Mas, sobretudo, seja sincero com Deus e com você mesmo, pois, sem isso, nada acima é verdade.

Nele,

Caio

29/08/07
Manaus
AM

Fonte: caiofabio.com

A Igreja é fundamental, mas a “igreja” não tem nenhuma importância.

—–Mensagem original—–
Enviada em: terça-feira, 14 de agosto de 2007 08:40
Para: contato@caiofabio.com
Assunto: AO REV. CAIO FABIO
Prezado Reverendo Caio, .

Paz e Graça da parte do nosso Senhor Jesus Cristo, sempre fui um assíduo leitor dos seus livros e um fiel ouvinte das suas mensagens dentre as quais algumas delas já preguei na “igreja” em que faço parte e pude ver o trabalhar de Deus na vida dos ouvintes principalmente aquela mensagem que o senhor pregou que me marcou até hoje: “CAMA CURTA E COBERTOR ESTREITO”.

Porém tenho observado que em algumas de suas ultimas postagens, o senhor tem citado a igreja de forma diferente das que já ouvi outras vezes citando. Isso tem me intrigado e venho por meio deste e-mail tirar uma duvida, não estou fazendo uma critica até porque nem base pra isso eu tenho, pois diante do seu vasto conhecimento bíblico e intensa experiência pessoal eu tenho que me ater a minha insignificância.

Sendo assim preciso entender o que o senhor quer dizer quando usa a seguinte expressão: “clube da luta dos amados” – a tal da “igreja”. Isso significa então dizer que a igreja não tem tanta importância assim em nossa vida, e que podemos servir a Deus longe da igreja?

_________________________________________________________________________
Resposta:

Meu amado irmão: Graça e Paz!

A Igreja tem toda importância em nossa vida, mas a “Igreja” não tem nenhuma. Não é possível que usando “igreja” entre as aspas acima você não saiba fazer a diferença.

Aqui segue um glossário de termos deste site e de meus livros, os quais estão no site desde o seu início, mas que a maioria (hoje milhares) que freqüenta este site, ou já esqueceu, ou de fato nunca leu.

Creio que a leitura dele é auto-explicativa; e, assim, serei poupado de ter explicar o que está na base de todo o processo de comunicação deste site, no que tange à terminologia.

  • Igreja com I maiúsculo corresponde ao que Jesus e o Novo Testamento definem como Igreja; ou seja: o encontro com Deus e uns com os outros em torno do Nome de Jesus e em acordo de fé com o Evangelho – o que faz de todo Encontro Humano, em fé, um Encontro-Igreja, onde Jesus promete estar presente, mesmo que sejam apenas dois ou três re-unidos em Seu Nome! E só se re-unem em Seu Nome por se saberem a Ele unidos!
  • Igrejaentre aspas” são as representações histórico-institucionais do fenômeno histórico, social, econômico, político e culturalmente auto-definido como “igreja” – e que tem uma hierarquia (Clero), sigla (Denominação), geografia-fixa (Prédio) e membros-sócios! Ou seja: Igreja a gente encontra no caminho. “Igreja” a gente vai ao encontro dela ou a gente a identifica pela Placa ou pela Propaganda!
  • Cristianismo é a expressão histórica da Religião que confessa Jesus como Filho de Deus, mas cujo processo de institucionalização trabalha com mais freqüência contra os Interesses do Reino de Deus que no sentido indicado pelo Evangelho.
  • Catolicismo é um derivado do Cristianismo que se vê como o “Reino Estatal de Deus na Terra” – tudo entre aspas.
  • Protestantismo é o movimento histórico-cristão que quase conseguiu… Mas perdeu o pró-testo, que é sempre algo pró-teste! Assim, virou apenas uma Re-Forma! Só há pró-testo se o caminho for sempre pró-teste, em fé e tangido pelo Vento do Espírito, conforme a Palavra!
  • Evangélico é o ente que crê no Evangelho e que crê na salvação em Jesus, conforme a Graça revelada em Cristo. Por exemplo: o apóstolo Paulo era um genuíno Evangélico!
  • Evangélico, “entre aspas”, é o ente indefinível, que se utiliza da fé em Jesus através da mediação da “Igreja Evangélica“, que é a auto-definição coletiva dos cristãos que nem sempre confiam ou gostam uns dos outros, mas que só se enxergam coletivamente sob esse Guarda Chuva, furado de baixo para cima pelas pontas afiadas dos guarda chuvas menores que cada um usa para garantir sua própria proteção enquanto aniquila o que confessa como devoção: o Evangelho!
  • Cristão [historicamente] é um ser no Limbo, vivendo entre a Lei e a Graça, sofrendo entre o medo de Deus e o amor irresistível que por Ele sente.
  • Discípulo de Jesus é o ser que apesar de se reconhecer relativo, se sabe – pela fé na Graça de Deus que gera o dom da fé -, como alguém que é irreversivelmente de Jesus; e que aprendeu que o Caminho acontece na companhia de irmãos que sempre sujam os pés na jornada -; por isto lavam os pés uns dos outros em nudez; mas que crêem que quem já está limpo pela Palavra de Cristo não necessita lavar senão somente os pés.
  • Liberdade é a capacitação na Graça e na Verdade de poder escolher-se-deixar-levar pelo Espírito, que realiza o Bem de Deus no ser humano, conduzindo-o no Caminho Estreito que acontece, em fé [entre a Lei e a Libertinagem], na vereda do que é bom, faz bem, é justo e se chama vida conforme Jesus.
  • Pecado é… Sou. Cada um deveria saber o que é pecado. De fato, cada um sabe; especialmente se não for instruído moralmente a respeito. Somente os instruídos pela Moral é que têm pecados listados; os da fé seguem a justiça do Evangelho na consciência; por isso sabem que são pecado. E sabe e não fica neurótico. Afinal, Aquele que não teve pecado, Deus o fez pecado por nós. Quem olha para o coração sabe a diferença
  • Graça é… toda-tudo-toda manifestação do amor criador-redentor de Deus – e que se expressou supremamente no Escândalo da Cruz – e que sempre é favor imerecido, incluindo a criação do ser, mesmo que seja um ser assim como sou. Pois, sou-serei-sendo-já-sou, Nele!

Assim, o “Clube da luta dos amados” – a tal da “igreja”- é a “Igreja” entre aspas.

Ou também não é verdade que eles se unem para invejar, lutar, disputar, prevalecer, dominar, sobressair, e tudo mais que há num Clube de Luta?

Ora, quem não entender não precisa me escrever pedindo explicação; pois, de minha parte, sei que tais pessoas não querem compreender, posto que não querem se converter e muito menos serem curadas.

Sei que não é o seu caso. Mas leia e tire as suas conclusões.

Eu agora só respondo o que a “mente de lá” não puder concluir por si mesma.

Leia o site e você só me escreverá sobre o que for mesmo essencial.

Um beijo carinho e cheio de desejo de que possa lhe ter sido útil.

Nele, em Quem o significado é vivo e dinâmico como o sentir da vida,

Caio14/08/07
Manaus
AM

fonte: caiofabio.com

Deus, que darei a ti?

Salmo 116

Que darei ao Senhor por todos os seus benefícios para comigo?” – pergunta o salmista, em dias antigos, antes de se haver explicitado qualquer coisa que fosse base de doutrina acerca da Graça. Aliás, quando a Graça vira doutrina perde completamente a graça de ser Graça.

Tomarei o cálice da salvação!” – responde ele a si mesmo, e a todos quantos como ele estejam gratos a Deus por Seus benefícios a nós concedidos todas as manhãs.

Ele está grato. Reconhece que o que lhe vem é dádiva, é bondade, é benção; ou seja: é bem-ofício; é oficio do bem; é bem em efetividade; é bem sendo executado em nosso favor: benefício.

Sim! É o Ofício de Deus ser bom.

Entretanto, como a gratidão sempre gera resposta, o salmista pergunta: “Que darei por tanto que recebo de Deus?“.

Ora, se esperaria que ele entrasse no inevitável esquema da barganha-grata; que é aquele que não faz promessa para… – alcançar nada; pois já lhe foi dado; já lhe está presente… Mas, ainda assim, a alma sempre quer restituir, mesmo que seja a Deus, como é natural.

Desejar dar quando se está grato é saudável e natural. Entretanto, muitas vezes, pela ignorância, é justamente neste ponto que a gratidão [resposta grata à ação de Deus em nosso favor] pode se tornar o que ela não é; ou seja: justiça-própria; ainda que justiça grata, e que diz: Deus é tão bom para mim que serei completamente bom por causa Dele.

Todavia, surpreendentemente, o homem do salmo não cai nessa doce armadilha!

Sua alma foi iluminada, e, ao perguntar a si mesma, não hesita acerca do que pode dar a Deus. “O que darei?” Então ele mesmo responde: “Tomarei o cálice da salvação!“.

Sim! Porque quem quer que a Deus deseje dar algo, só terá como fazê-lo se receber de Deus aquilo que seria a dádiva de Deus ao homem.

Ou seja: só tem para dar a Deus a resposta que recebe mais de Deus!

O que Deus quer dos gratos é que pela gratidão recebam mais da Graça de Deus; ou seja: que bebem o cálice da Graça.

Quem quer agradar a Deus logo aprende que a única maneira é não resistindo a Graça; e, assim, dando a Deus apenas a boca aberta e o coração ávido por beber mais de Deus!

O que tenho para dar a Deus por tanta Graça recebida?

Receberei mais Graça ainda como expressão de gratidão.

Assim, os que são gratos a Deus não fazem sacrifícios meritórios, mas apenas aceitam mais da Deus de Graça.

Deus derrama a Sua Graça sobre mim, e meu coração fica grato, e, assim, desejo dar algo a Deus, mas, no processo, realizo que só tenho a dar a Deus a disposição de beber e sorver o cálice da salvação gratuita até o fim.

A resposta da gratidão é se dar cada vez mais à Graça!

Bem-aventurados os que entendem assim; e assim procedem em fé!

Nele, que renova a nossa gratidão com mais e mais Graça todos os dias; assim deixando-nos prenhos da gratidão que bebe mais Graça ainda,

Caio

21/08/07

Manaus

AM

fonte: caiofabio.com

O milagre de cada bom encontro

Encontros são milagres ou são macumbas – milagres quando os sentimos bons, e macumbas quando os sentimos maus.

Quase ninguém pensa no milagre do encontro. Entretanto, num mundo imenso para nós, cada vez maior nas quantidades, cada vez menor nos espaços, em meio a tantos bilhões de variáveis, nas quais átimos de volição ou impulso podem mudar montanhas ou fazê-las sumirem na cratera do esquecimento ou da não-percepção.

Um encontro errado, uma pessoa errada, uma iniciação errada, um amigo errado, um dia mal, uma decisão equivocada, uma conseqüência inapelável, uma existência convertida em outra, um outro sentir, um outro ver-se a si mesmo, um outro ver-se no olhar dos outros, uma outra definição de si mesmo perante o mundo, uma outra postura, talvez agressiva, talvez passiva; enfim… – um outro produto humano como variável de uma matriz original de infindas alternativas.

A liberdade do homem reside na sua ignorância das infindas alternativas.

O homem é livre de saber, pois, saber lhe seria a angustia insuportável tomando-o por todos os lados.

Quando eu era menino deseja conhecer um ladrão. Aí pelos meus sete anos apareceu um ladrão roubando no escritório de meu pai; à época advogado.

Papai havia me dito que se pegassem o larápio eu iria conhecer um ladrão.

Pegaram-no. Nós fomos. Era um domingo à tarde. À porta do escritório meu pai pediu que eu esperasse no carro. Ele queria sondar o terreno. Minutos depois voltou lívido. Disse-me que o ladrão ficaria para outro dia…

Não aceitei. Ele sempre mantinha a palavra.

Então ele me disse que não me levaria até lá, mas que me diria quem era; tão somente eu guardasse segredo para sempre. Prometi. Ele sabia que eu guardava. Ele me treinara e educara para isso também.

- Meu filho, o ladrão é nosso amigo. É filho de minha comadre. É seu amigo de bola e de estádio aos domingos. É o fulano… Mas para que ele não fique envergonhado de saber que você sabe, não iremos lá; e você nunca o deixará saber que sabe; e vai tratá-lo como se não soubesse. Não é ladrão; apenas roubou.

Mas e se a atitude de papai fosse outra; e se divulgasse; e se chamasse a polícia; e se me deixasse ver; e se… – o que teria sido do moço; ou de mim; ou de todos nós? Uma resvalada; e tudo muda para sempre.

Uma pessoa toma uma decisão de visitar amigos, gosta do lugar, muda para lá, e encontra alguém que muda a sua vida. Mas o que a tirou de casa foi uma delicadeza para com um amigo que insistia e pedia uma visita.

Uma disputa entre amigos em razão de uma banalidade faz um rapaz e uma moça se encontrarem, e, mesmo sem amor para tal, casarem-se. E suas vidas nunca mais poderá ser outra coisa.

Um encontro. Um ato impensado. Um filho. E um destino radicalmente alterado.

Uma decisão: “Desço ou não do ônibus aqui nesta parada?” – e a vida da pessoa pode mudar para sempre; pois, nesta hipótese, a mulher que desce do ônibus tropeça na descida, e cai nos braços de um homem que a ampara daí pra sempre.

Assim, um dia, saberemos por quantos atos milagrosos fomos feitos e fomos salvos.

Entretanto, é bom se veja e que se busque entender cada instante-milagre que nos acomete.

Um segundo a mais… – e ele, ela, teriam virado a esquina para além do alcance de nosso olhar…

Tudo é co-incidência: incide junto.

Quase tudo em nossa vida é feito de “acasos” carregados de “desígnios”; e se desígnios não tivessem, mistério, todavia, não lhes faltaria; pois é como é possível que um segundo antes ou depois nos roubassem a oportunidade daquilo que passou a ser o resto-todo de nossas existências?

Assim, encontro é milagre, até quando é um mijagre.

Pense nisso!

Caio

16/08/07
Manaus
AM

Fonte: caiofabio.com

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