Migração para o blogspot
Aos amigos que aqui chegarem, senti necessidade de transferir este blog para o blogspot, por diversas questões ( que nada têm haver com a qualidade do serviço do WordPress =).
Nosso novo endereço é caminhogoiania.blogspot.com .
Manterei o conteúdo que já está aqui, mas as atualizações e novidades serão lançadas no novo serviço.
Desfrute de tudo que aqui está, e lá também.
Graça, Paz e um abraço a todos.
Ubiratã Carvalho
ubicar75@gmail.com
Os bonzinho e bem comportados são um desgraça de coisa nenhuma
Soa como loucura hoje, no meio desses mega problemas, os quais envolvem tudo de tudo, do meio ambiente à perturbação da mente humana, pensar que um grupo de discípulos de Jesus pode ainda fazer qualquer sentido no mundo.
No entanto, se não fossemos judeu-evangélicos, sentindo-nos em relação ao Evangelho exatamente como alguns se sentiram em relação a ficarem em Jerusalém ao invés de irem ao mundo pregar a Palavra, existindo com a síndrome dos peixes de aquário, com complexo de passarinho de gaiola, sofrendo da sensação de produtividade de um ramister em roda de gaiola, contentes com a embaixada social da associação igreja, e dando banana para o mundo perdido, saberíamos que apesar de nossa fraqueza, incapacidade e inexpressividade, se fossemos às ruas, becos, encruzilhadas da terra, e todos os guetos, grupos e antros sociais, e apenas pregássemos, sem fixação em púlpitos, e sem crer que ministério só acontece dentro da “igreja” e de crente para crente, mas, muitos antes disso, como algo que acontece no caminho, e como resultado da paixão de cada um por Jesus, e isso feito em amor amigo e fraterno entre eles, geraria como resultado uma revolução simples, barata, poderosa, em cada canto da terra, e sem astros como atrações.
Se parássemos de ficar falando de Deus, estudando Deus, compreendendo Deus, defendendo Deus, trabalhando em escritórios de Deus, em entidades de Deus, em assembléias para tratar das coisas de Deus, sem comprar ou vender terreno para Deus, sem perder todo esse tempo “com Deus”, e, como o samaritano, sem agenda de sacerdote e levita, apenas fizéssemos o que tem de ser feito, e vivêssemos o fruto genuíno do Evangelho em nós, sem temor quanto a pregar, a orar com necessitados em qualquer lugar, até na sauna — então, subitamente veríamos que hoje mesmo, algo sem paralelos aconteceria na Terra.
Para isso também é fundamental parar de ficar explicando Deus para os religiosos assumidos e definidos. Pregar para cristãos de casca grossa não é cumprir a grande comissão de Mateus 28. É distração do inferno nos afastando para pregação a quem quer ouvir.
Provavelmente 95% da energia gasta pelos “cristãos” seja expendida em discussões entre “cristãos”. E no fim do dia a pessoa sente que se dedicou à obra de Deus. Tudo engano. São apenas os Templários modernos procurando o seu Santo Graal.
“Levanta. Toma teu leito, teu púlpito e tua algema de microfones, e anda enquanto é dia!”
Caio
12/03/08
Lago Norte
Brasília- DF
Jesus o amava, mas ele morreu!
Jesus amava Lázaro, mas Lázaro morreu. E se ressuscitou, antes havia morrido, de dia em dia, de fôlego em fôlego, até o fim; e, depois, tão bem morrido esteve, que apodreceu ao ponto de criar o choque de repugnância que sobre todos veio. “Já cheira mal. Já é de quatro dias” – era o que se sabia sem dúvida alguma.
Enquanto ficava fraco, era amado. Enquanto sucumbia à doença, era amado. Enquanto falia dia a dia, e gemia em dores, até esvair-se, e morrer, era, todavia, muito amado.
E se não tivesse ressuscitado seria menos amado?
Ah, não mesmo! Afinal, Jesus mesmo disse que estava fazendo o que fizera, apenas para que os homens cressem, e não para Lázaro se sentisse mais amado.
Lázaro morreu. Mas e daí? Se Paulo dizia que era lucro partir e estar com Cristo, que não dizer do fato que para Lázaro o céu estava Lá e estava Cá; pois, Lá, estava Cristo, no Mistério do Pai; e, Aqui, estava Jesus, que era Um com o Pai.
“Já passou da morte para a vida” é a garantia que Jesus nos dá quanto ao fato de que agora tudo é nosso, seja a vida, seja a morte, sejam as coisas do presente ou do porvir, tudo é nosso, e nós de Cristo, e Cristo de Deus.
Isto é o que significa a afirmação de Paulo acerca de que nada, em nenhuma dimensão, pode nos separar do amor de Cristo.
Houve outro Lázaro muito amado que morreu e, aos olhos de todos na Terra, ficou morto; só sabendo nós de sua vida eterna pelo apocalipse que Jesus fez, de forma fabulosa e parabólica, da continuidade da existência “daquele Lázaro” no seio de Abraão. Sem Jesus e Seu olhar este segundo Lázaro seria um desgraçado anônimo que havia morrido sem Deus e se perdera. Para quem têm bens, mendigos parecem não ter eternidade.
“Está enfermo aquele a quem amas”, mandaram dizer a Ele; mas Ele ficou ainda alguns dias no lugar onde estava.
Jesus amava a Lázaro sadio, enfermo, morto, ressuscitado, morto outra vez, e unido ao outro Lázaro no carinho de Abraão.
Jesus ama a Lázaro. Lázaro é que imagina que o Lázaro amado por Jesus é o Lázaro socorrido com pressa: antes de a doença chegar, antes da dor se instalar, antes da fraqueza abater, antes do ar faltar, antes do coração parar, antes do cérebro entrar em irreversibilidade.
Jesus, no entanto, ama Lázaro podre! E não o faz deixar de estar podre de tão morto que estava apenas para provar que amava a Lázaro. Afinal, somente Jesus sabe se é a vida, a morte, a dor, a perda, o socorro, ou indisponibilidade de Deus aquilo que levará o homem ao amor de Deus.
Jesus ama Lázaro vivo ou morto!
Sim, pois, para Ele, a luz e as trevas, a vida e a morte, são a mesma coisa.
Jesus ama!
E é só isto!
Só isto?
O que você quer mais?
Caio
11/02/08
Lago Norte
Brasília
DF
Sutilezas do Diabo …
Quando o mal não consegue penetrar a alma do homem bom, ele se faz passar por bem, até que, pelo afeto do homem bom, o mal seja amado em seu disfarce, e, assim, lentamente, ir entortando o ser daquele homem, até ao ponto em que ele se esqueça de Deus; e tudo isto sem perceber.
Há, PORÉM, aqueles que julgam que fazer algo público em nome de Deus é a carta de alforria de que necessitam a fim de poderem na prática viver sem Deus.
Ora, os do primeiro caso podem voltar aos sentidos originais, porém, os do segundo caso, raramente voltam, a não ser que sejam levados a apodrecer na cama até que olhem para os céus com temor e tremor.
A pior coisa que existe para o coração de um homem bom e que viva de ensinar a Palavra ao próximo, é sentir-se Guia de todos, pois, caso ele assim se sinta, nesse mesmo instante ele começa a seguir aquilo que os outros sobre ele projetam, e, assim, perderá o sentido de seu caminhar simples e original. Ele pode saber de tudo, só não pode sentir-se conforme aquilo que foi construído pelas projeções. E de tais impressões ele precisa limpar-se sempre.
A pior coisa que pode acontecer entre um genuíno condutor de almas e as almas sinceramente por ele conduzidas, é que elas comecem a já não ver o condutor como ovelha do Único Pastor, e, assim, projetem sobre ele expectativas que no homem não têm como ser projetas sem frustrações.
Buscar ser visto pelas pessoas enquanto se fala em nome de Deus, ou em Seu nome se cante, e isto com a finalidade de ganhar dinheiro e seduzir pessoas até mesmo sexualmente – é como se fazer discípulo do diabo, aceitando a mais sórdida missão de blasfemar de Deus enquanto se diz que Ele é poderoso.
Todo homem deveria saber que é melhor vender drogas, cachaça ou pó; ou que é melhor vender a genitália, o corpo e a boca; ou que é melhor ser bandido procurado; ou que é melhor ser falsário descoberto e perseguido – do que ser alguém que vive de pregar supostamente o Evangelho, mas que se serve dele para enriquecer, manipular, seduzir, possuir e anestesiar as almas dos homens. E isto enquanto mente o tempo todo em nome do Senhor.
Tiago disse que nenhum outro juízo será mais rigoroso, e a julgar o modo como Jesus tratou a tais espíritos nas narrativas dos evangelhos, eu não tenho nenhuma razão para duvidar.
Por isso, guardemos os nossos corações de todos esses diabos.
Nele, em Quem quero ser na verdade,
Caio
08/02/08
Lago Norte
Brasília
DF
Silêncio! Ou então se mate!
Deus determina como as coisas são. Eu apenas me deleito em tentar discernir.
Há muita coisa, no entanto, que eu aceito pela fé, em razão de que o testemunho das coisas reveladas me é esmagador e superior em relação às coisas que não entendo ou que não estejam reveladas ainda.
Em Deus, todavia, sempre haverá coisas e coisas muita além de nós. Sim! Mesmo na eternidade será assim. E jamais se chegará ao fundo do eterno.
Hoje, no entanto, nossas questões são dúvidas. Na eternidade, entretanto, nosso não saber será adoração em alegria pelo mistério de Deus ser Deus.
Alguém pergunta: “Por que o Cordeiro foi imolado antes da fundação do mundo?”
O ser piedoso logo responde: “É porque Deus sabia que a criação iria se perverter, e, então, fez provisão de redenção antes de criar!”
Lindo. Mas ainda é o homem falando e trabalhando com categorias de tempo e espaço, dizendo que algo aconteceu antes, na eternidade, em razão do que Deus já sabia sobre o tempo, sobre o depois. Assim, quem diz não é Deus, mas sim o homem acerca de Deus.
No entanto, essa é a pobreza da reflexão humana tentando colocar Deus dentro dos limites da lógica linear e temporal.
Então, nessa esteira, vêm as doutrinas greco-cristãs da predestinação, da presciência e da Soberania de Deus.
Ora, Deus é presciente, é claro, Ele é Deus. Deus é determinante, é claro, Ele é Deus. E Deus é soberano, afinal, é claro, pois Ele é Deus.
Entretanto, do ponto de vista da Palavra, estas coisas ou “atributos”, são um fato e não um conjunto de realidades a serem “equilibradas” pela lógica humana, a fim de que delas emane a pureza de doutrinas como as que acima mencionei.
Deus é Soberano, porém, criar uma “doutrina” da Soberania é como dizer que se sabe as “medidas de Deus”; e que, em razão disso, se pode construir para Ele um traje real: o da doutrina da Soberania. E, assim, dessa hora em diante, o Deus vestido por nós pode ser soberano dentro dos limites de nossa doutrina-veste-de-Deus — o que é mais que ridículo!
Tudo o que eu creio sobre redenção eu creio porque creio que a Palavra que dela dá testemunho é Palavra de Deus, mas não creio porque seja o mais lógico.
Deus não opera na categoria do lógico. Lógica é a capacidade da lesma-humana somar e se gabar de tal feito.
Para mim, no entanto, o Cordeiro foi imolado antes apenas porque a Vida é doação, é graça, é dádiva. Assim, antes de criar o Criador se dá, pois, é de Seu ato de se dar que toda vida aparece.
É o ato de entrega de Deus a Deus como oferta de amor aquilo que cria todos os mundos possíveis.
Tudo o que vem depois, como a culpa humana, já existem como ‘possibilidade’ sob a dádiva da Vida que cria a vida; e que assume tal fato criador em todas as dimensões; inclusive quanto à possibilidade da culpa e da rebelião das criaturas. Sim! Pois fora de Deus o que mais pode ser perfeito e para além da distorção? A Vida é perfeita. Mas as vidas nem sempre seguem a Vida. Ou então não era vida aquilo que a Vida estava criando.
Afinal, se o Cordeiro de Deus foi imolado antes de haver qualquer criação, então, o sacrifício do Cordeiro inicia a Vida para as criaturas que viriam, assim como também cobre toda sorte de anti-vida que a liberdade da natureza das criaturas fizesse surgir no processo, como a queda de anjos e humanos, por exemplo — entre tantas outras coisas!
Mas o porquê de tudo isso nos ser revelado pela linguagem do sacrifício do Cordeiro Eterno, julgo que seja pela nossa limitação de linguagem.
Afinal, a própria idéia do Cordeiro é oriunda da criação, e, portanto, serve muito mais ao propósito da linguagem humana do que como discrição cênica do que houve-há-é na eternidade.
No fim veremos que os homens se mataram por linguagens e códigos de comunicação [letra], pois não se apropriaram do espírito-significado presente na existência de todas as coisas criadas!
Ora, no tempo e no espaço, até Deus para falar precisa de “meios” que atinjam a mente-espírito do homem. No entanto, são apenas formas de expressão e não descrições cênicas de coisa alguma.
No palco da História [tempo/espaço] Deus não estava fazendo nada novo. Ele estava apenas usando os meios de comunicação a fim de expressar de modo grotesco aquilo que era fato-eterno Nele mesmo, em nosso favor.
Paulo disse que tudo o que soubemos pela Encarnação era aquilo que já estava realizado como mistério antes dos tempos eternos, e que agora nos foi revelado por Jesus e pelo Espírito.
Ora, alguém pergunta: E por que os elementos usados para tais simbolizações são os que são?
Eu respondo dizendo nada:
Pela mesma razão que uma pedra é uma pedra; e um astro é um astro; e a Lei da gravidade é assim como é.
E pergunto mais: Por que não pedras de bolhas de água ou de isopor? Ou por que não um universo frio e sem decisões a serem tomadas? E por que não um cosmos sem nada nele vagando?… E por que não um homem sem chance de pecar ou de escolher? Ou por que não é uma criação na qual toda criatura desviada do projeto da Vida viesse a virar apenas energia para outra finalidade? Etc.
Ora, na esteira dessas questões a primeira deveria ser: E por que Deus criou o homem? Sim! Pois nossos problemas não vêm das pedras e nem dos astros, e nem tampouco das Leis Universais, mas sim de nós mesmos. Sim! Tudo que concerne ao mal no universo diz respeito ao homem, e nem mesmo ao diabo. Então, na esteira das questões, a única que faz sentido ser levantada pelo homem diz respeito à sua própria existência, e nenhum outra mais.
Mas se aceito ser, não tenho “moral” para perguntar mais nada. E, para os extremamente honestos, a rebelião jamais deveria ser feita de perguntas, mas de atos, e, entre eles, o mais coerente seria o suicídio.
Assim, Ele é Deus; e, portanto, cale-se diante Dele toda criatura!
Nele, que é,
Caio
09/02/08
Lago Norte
Brasília
DF
“Ateus de Deus”. “Aleluia!”
“A minha mulher eu tenho para mostrar à igreja, às pessoas, e pra validar meu ministério. As outras mulheres eu tenho pra mim mesmo. Pra minha alegria. E eu vou levando… Meu ministério é grande!” – disse mais ou menos assim um pregador evangélico a uma amiga quebrada pela hipocrisia, e que pagou alto preço para botar a verdadeira cara para fora da sombra do engano e da hipocrisia.
É assim que as coisas estão para todo lado!
E quanto mais a pessoa se torna famosa ou dependente do “ministério” para viver, mais profundos vão ficando os disfarces; e como a fama dá à pessoa a drogada sensação de poder e de ter algumas saídas justificadas pela anomalia social de seu modo famoso e poderoso de existir, vai ficando pedrada, cauterizada e ateia em seu ser – embora viva do “ministério”.
Assim, mesmo pregando e falando de Deus, é ateia, mais ateia que os ateus, pois, se alimenta e vive de uma fala acerca de um Deus que para ela existe como função para os outros, posto que o próprio pregador já fala tanto em e de Deus, que ganhou méritos e concessões especiais, e, por tal razão, pode dizer como o jovem pregador cuja frase-confissão-de-fé mencionei acima.
Provavelmente não haja tantos ateus nos laboratórios de engenharia genética e de física quanto há atrás dos “púlpitos incendiados” de fogo de falso avivamento.
Ano passado uma cantora evangélica me contou que havia sido objeto de uma estranha abordagem por parte deste mesmo pregador. Depois uma outra cantora evangélica me disse que ele dissera para ela mais ou menos o mesmo que hoje essa outra amiga me contou. Assim, por bocas diferentes e que entre si não se conhecem, certa palavra vai se firmando. E isto muito me preocupa, pois, eu não conhecia nem mesmo o tal moço. Tudo veio das pessoas, o que mostra que isso que ele pensa que pode esconder, pela própria volúpia culposa na qual ele vive, começa a se derramar.
Foi mais ou menos acerca de coisas assim que Paulo disse a Tito que tais pessoas “não irão avante”, pois serão alcançadas pelos seus próprios pecados praticados em cinismo.
Os seres humanos em geral pensam que todos os pecados humanos são vistos apenas em razão da falta de habilidade do pecador flagrado, mas que, como é agora com elas, agora será uma outra história, e ninguém as apanhará; nem Deus.
A questão é que se a pessoa vive para falar de Deus e come de tal fala, por mais cretina que ela seja, a bomba da verdade se instala nela e contra ela, e, um dia, de um modo ou de outro, fará com que a pessoa mesma se entregue, até inconscientemente; ou mesmo que fira a si mesma por ir criando um cenário cheio de elementos auto-destrutivos, os quais um dia eclodirão, e, em geral, simultaneamente.
Há os que se especializam em andar por aí “seduzindo mulherinhas sobrecarregadas de pecados”, e que nunca chegam ao pleno conhecimento da verdade, e, por tal razão, seguem enganando e sendo enganados.
É melhor ser ateu do que existir falando de Deus com a alma tão ateia e cínica assim.
A confissão de um ateu honesto geraria um ribombar no céu. Mas as confissões de fé dos “ateus de Deus” enfurecem os céus e produzem algazarra de diabólica festa em todos os escalões do inferno.
Saiba isso!
Fuja disso!
Caio
06/02/08
Lago Norte
Brasília
DF
Paulo fala aos cristão na internet
Se alguém ensina alguma algo que não se conforme com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo e com a doutrina que é segundo a piedade – esse é soberbo, e nada sabe; mas delira e enfatua-se acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, suspeitas perversas, contendas de homens corruptos de entendimento e privados da verdade, os quais julgam que a Palavra sirva como causa de ganho. Aparta-te dos tais.
O mandamento existencial acima transcrito é uma palavra de Paulo a seu filho na fé, Timóteo.
No 1º século, aí por volta dos anos 60, surgiram muitos fanáticos religiosos, tanto os que iam de cidade em cidade procurando hereges cristãos, como Paulo era considerado [aliás, o maior de todos!], a fim de os acusarem e criarem tumultos e intranqüilidade para suas vidas; como também havia aquela horda de pregadores curandeiros e mágicos, esotéricos e sincretizados, tanto os que misturavam Jesus com o culto a Mitra, assim como aqueles que tentavam fazer Jesus ser fruto de alquimias do estilo da atual Nova Era, na tentativa de misturá-Lo a tudo o que fosse palatável aos “sentidos mais abertos”; e isto sem falar no que grassou como onda de curandeiros “cristãos” oferecendo o “evangelho” e curas por dinheiro.
Já no 1º Século Jesus havia se tornado um bom negócio para muita gente!
Assim, o que Paulo diz a Timóteo é que eles estavam cercados por gente que ensinava o que não tinha entendido, e que usava a Palavra de Jesus como invólucro para as suas próprias construções de idéias cobiçosas; e que, por tal razão, tornaram-se pessoas que não viam relação entre o Evangelho e piedade, e, portanto, assim convertendo-se em seres arrogantes e soberbos, visto que seu saber era apenas para consumo e performance, posto que nada sabiam, pois, quem sabe, sabe conforme a verdade e o amor, e, assim, sabe que não sabe; por isto é que as mentes das pessoas que sabem sem o coração, ficam cativas dos processos de fantasia e as emoções, tornando-se por isto enfatuadas e delirantes, visto que entregam-se às coisas que dizem respeito a lutas de superioridade, sempre batalhando por uma suposta verdade encontrada em termos e palavras, ou num pacote humano de sabedorias tolas; sendo que tal estado mental divorciado da verdade segundo a piedade e o amor, é o berço de toda inveja, disputa de poder, contendas sobre a “verdade” que são verdadeiras blasfêmias; o que leva tais pessoas a desenvolverem malícia, ódio, e corrupção mental, pois quem tem compromisso com a supremacia de uma disputa ou persuasão, esse não tem mais nenhum compromisso com a verdade, daí porque seus pensamentos acostumados a tratar o Evangelho como um “produto”, não possam mais imaginar nada sobre a “fé” que não lhes confira lucro: seja de dinheiro, seja de autoridade humana, seja de capacidade de influenciar, seja o poder da fama, seja o da mágica ou tão somente aquele que decorre da ingerência manipuladora.
Assim, campeavam as campanhas de difamação contra tudo e todos, conforme o interesse, havendo base ou não. Além disso, as cartas de Paulo, por exemplo, por serem consideradas verdadeiras, porém polêmicas, de acordo com Pedro, eram escrutinadas por todo tipo de gente, uns procurando verdade, outros buscando “base para suas loucuras”, e outros ainda na tentativa de encontrarem “heresias documentadas” a fim de terem onde fundamentar seu ódio e campanha contra o apóstolo e seus discípulos.
Ora, de lá para cá as coisas tomaram dimensões e proporções inimagináveis até para a imaginação de Paulo.
Por exemplo, se ele entrasse na Internet e observasse o modo como os cristãos tratam uns aos outros, e visse a multidão [Legião mesmo] de espíritos imundos que trafegam pela rede, cheios de tudo aquilo que ele, Paulo, dissera que aconteceria com os que procedessem conforme acima descrito por ele, ainda assim seu susto seria imenso, visto que as coisas estão ficando inimaginavelmente carregadas do anti-evangelho; ou pior: do espírito de ódio que é do diabo. E não é ódio de não-cristãos por cristãos, mas de “cristãos” por cristãos.
Paulo diz que a pessoa que desenvolve essa doença espiritual da fé como vantagem pessoal, e da piedade como vantagem de qualquer que seja o tipo – “… esse é soberbo, e nada sabe; mas delira e enfatua-se acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, suspeitas perversas, contendas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho”.
O que vejo é dia a dia uma Legião de espíritos imundos e cheios de ódio e blasfêmia encherem a Net com seus discursos sem beneficio algum à alma humana e sem glória alguma para o nome de Jesus; usando do pretexto de suas emoções e fixações emocionais, psicológicas e espirituais, a fim de irem ficando cada vez mais sem amor e sem pudor para com o Evangelho e para com o próximo.
Tome cuidado com os “grupos” de e-mails e com os chats. Tem muita gente com o espírito ruim descrito por Paulo acima, e que hoje encontrou o meio ideal para se expressar sem pudor, pois, na virtualidade os mais covardes se tornam os mais ousados.
O resultado, porém, é trágico para a alma dos que aprendem com tais espíritos!
Dia a dia sinto os espíritos que viajam aqui neste “ambiente”. E vejo que eles ficam cada dia piores. Sobretudo entre os “cristãos” vejo um crescente espírito de ódio, vingança e perseguição, ou de alegria na desgraça. Hoje os cristãos têm em cristãos seus piores inimigos.
Leio muita coisa, artigos, opiniões, pensamentos, estudos, etc. – e me pergunto: Meu Deus, isso ajuda a quem? Que lucro querem eles? Quem lucra? Quem se edifica? Quem ama Deus um pouco mais depois disso? De que espírito eles são, se amam imaginar fogo dos céus caindo sobre os outros?
E as ousadias? E as bravatas? E as perseguições caninas? E as fixações quase sexuais no ódio de alguns? E a devoção de alguns a existirem em razão de odiarem você? E as crescentes desonestidades para consigo mesmo que a vida virtual gera como alternativa? E os profetas de bytes e de e-mails? E as lesmas que se disfarçam de sucuris?
É muita mentira! É muito diabo! É muita corrupção para o ser! É Legião em estado de crescimento exponencial…
Quem for sábio que cuide de sua alma, de sua mente e de seu espírito, e que não se corrompa no espírito da corrupção espiritual que cresce mais rápido que o Efeito Estufa.
Cuide de sua mente. Fuja das mentes corrompidas pela mentira e pelo espírito do ódio e da ambição. Ame o que seja simples como simples é a verdade em Jesus.
E como ajuda prática, faço a você uma proposta: tire pelo menos 1/3 do tempo que você dedica falando obsessivamente com outros na Internet, e passe a ler a Palavra, a ler o Novo Testamento e os Salmos. E a orar. Sim! Dedique esse tempo para discernir a Voz de Deus no Evangelho, e, assim, ao entrar na Net, entre você, e não um personagem, uma ficção, uma fantasia, um fanfarrão, um neurótico santarão, um homem bomba, um homicida virtual, ou apenas uma alma erótico-narcotizada nos ambientes angustiados da religião.
A Internet tem sido uma dádiva da Graça para mim, e creio que no Senhor a tenho usado do melhor modo possível, conforme a evolução de minha consciência em Deus e também em relação aos tempos que juntos temos experimentado na Terra.
Mas eu não seria honesto se não chamasse a sua atenção para a explosão de doenças já previamente diagnosticadas na Palavra, e que se espalham como uma praga espiritual de irreverência, desamor, rancor, torpor, cinismo, malvadeza, vingança, e muita mágoa e ódio.
Pense nisto! E fuja disto!
Nele,
Caio
26/10/07
Manaus
AM
Saindo de Manaus para Brasília
Pedros enxeridos e Ananias e Safira que não morrem!
Ananias e Safira haviam vendido um campo, e desejavam faturar duplamente: com a venda em si; e com a imagem da venda, significando 100% de generosidade aos sentidos dos outros, porém, num caixa dois tentavam esconder tal coisa do Espírito Santo.
Assim, retiveram o que desejaram [uma parte]; e, do restante, fizeram uma oferta aos pés dos apóstolos, dizendo:
“Vendemos um campo, e aqui está a totalidade”.
Ananias foi o ofertante oficial. Safira vem apenas três horas depois, e sem saber que seu marido caíra morto quando sua mentira fora revelada pelo Espírito Santo a Pedro, sendo indagada, contou a mesma lorota de crente ateu. Então, informada do acontecera ao marido antes de sua chegada, caiu morta também.
Ora, é neste episódio que o imaginário da “igreja” se aferra a fim de meter-se na vida alheia.
Sim! Esse é o texto inconsciente que dá poder aos “Pedros” e põe os “Ananias e as Safiras” em grande pânico.
Os “Pedros” se tornam “Espíritos Santos”, e os “Ananias e Safira” assumem que são os amaldiçoados ou amaldiçoáveis pelos “Pedros” ambiciosos.
Ananias e Safira tiveram a Graça de morrer em razão da mentira. Eram amados. Não eram bastardos. Caíram diante da verdade. Ananias e Safira podem estar onde se não os imagina. E certamente estão.
O problema é quando os “Ananias e as Safiras” mentem tanto, que não sentem mais nada. Assim, nem mais a benção de morrer de disciplina eles têm; posto que tais “Ananias” e tais “Safiras” se tornaram profissionais do engodo; além de que eles não crêem no Espírito Santo e nem temem a Deus, diferentemente da declaração que aquele casal de Atos dos Apóstolos manifestou pela via do morrer de temor-fé.
Sim! O casal de Atos evidenciou temor e fé no morrer; mas os de hoje lambem os lábios e dizem: “É fácil enganar crente!”.
Além disso, mesmo diante da profecia da verdade, eles negam-na; e seguem sem temor algum…
Por outro lado os “Pedros” de hoje jamais diriam o que o Pedro de ontem disse:
“É de vocês. Tudo é de vocês. É direito de vocês ficarem com tudo. O que não lhes é possível é mentirem ao Espírito Santo e pensarem que o Espírito da Verdade não os exporá.”
Assim, o que Pedro faz é o oposto do que se faz hoje.
Hoje os “Pedros” usam de qualquer pretexto para entrarem na vida das pessoas, determinando até como se vistam ou se pintem. Se o assunto for sexual eles têm direito de meterem-se, infiltrarem-se e penetrarem em todos os orifícios de intimidade possível.
São uns “Pedros” candirus!
E como tais “Pedros” se metem, o Espírito Santo se afasta.
Lá, com Pedro, entretanto, foi tudo diferente. Pedro não se meteu em nada e não em buscou de coisa alguma. Ananias e Safira é que se meteram contra a verdade. Assim, o fluxo não é de Pedro para o casal, mas do casal para Pedro.
A palavra de Pedro, todavia, deixa o casal livre para decidir o que quisessem; só não lhes dá a liberdade de entrarem na intimidade do Espírito Santo com mentira.
Loucura! Por que se mentiria ao Espírito da Verdade?
Os que fazendo… – morrem, são ainda bem-aventurados; enquanto os que, fazendo, não morrem, são uns infelizes totais; pois, os primeiros ainda colapsam ante a Verdade; mas os últimos não sentem mais nada.
Na Verdade toda morte tem esperança. Mas na mentira não há qualquer esperança na morte.
Assim, a liberdade da intimidade é total. Só não há liberdade para se mentir contra o Espírito da Verdade; e nem para fazer disso um show público de piedade.
Mas também não se dá a homem algum o poder de se meter na intimidade de ninguém; pois, esse é sempre um assunto entre o Espírito Santo e o homem; seja para a vida ou para a morte.
Desse modo, nesta história, olhando para os dias de hoje, nos quais falta Pedro de verdade, e onde quase todo Pedro é Ananiasnizado e Safirizado – tem-se que dizer que o texto infelizmente cresceu; e, assim, também se tem que afirmar que por ele [o texto] “o pau que dá no Chico, dá no Francisco” também.
Pense nisso!
Caio
04/09/07
Manaus
AM
Entrevista com Caio Fábio
ENTREVISTA com Caio FábioRealizada por:
Ivan Cordeiro – Administrador do site (FTSA).
Jonathan Menezes – Professor da Faculdade Teológica Sul Americana.
Decepcionados com a igreja
1. Você tem dito que viver o evangelho não implica necessariamente ser parte da igreja evangélica em sua configuração atual. Comente um pouco os porquês de tal postura.
Resposta:
Sim! Não implica em configuração alguma, de tempo algum; pois, de fato, a única coisa que implica é ser de Cristo; e quem é de Jesus conforme a consciência do Evangelho, este é Igreja e nunca deixa de encontrá-la; seja no caminho, seja indo ao encontro de irmãos em horas de adoração comum.
Quanto aos porquês, na realidade não os tenho para além do fato de que sempre pensei assim a partir do Evangelho. Minha tese de ordenação foi sobre a Salvação Fora das Instituições, e isto fundado na compreensão acerca da Ordem de Melquizedeque, que é superior às linearidades históricas pelas quais viajam as informações que geram as instituições.
Viver o Evangelho nada tem a ver com ser Evangélico histórica e institucionalmente falando; mas sim tem a ver com ser evangélico de acordo com Paulo aos Filipenses; ou seja: evangélico como um ser que carrega em si a qualidade do evangelho; portanto, trata-se de uma categoria existencial, e não institucional.
Em minha opinião, pensar diferente é negar a fé.
Ou seja: Pode-se viver o Evangelho em qualquer lugar, até na “Igreja Evangélica”.
2. Você tem dito também sobre um modo revolucionário de viver a vida cristã, o qual você denomina de “o Caminho”. O que é ser “dos do Caminho”?
Resposta:
Não há nada novo no que digo. A linguagem vem do Livro de Atos: “os do Caminho”; “este Caminho”; “encontrou alguns que eram do Caminho”; “…persegui este Caminho”.
O Significado do Caminho é o significado da Igreja que é-indo… Afinal, Igreja fixa é Templo ou ajuntamento; e nada mais.
A Igreja é feita dos chamados para fora, e que vão ao encontro de Jesus fora do arraial levando o Seu vitupério.
A Igreja de Jesus foi anunciada no caminho para a Cesareia de Filipe. No caminho…; e também na direção da geografia mais pagã do território de Israel. Sintomático.
Além disso, toda a idéia de Igreja no N.T. tem a ver com o sentido “peregrino e forasteiro” que busca resgatar o significado de ser Hebreu; que é aquele que se faz se não pára de andar…; de ser e crescer na fé e na aventura da renovação permanente da mente.
Também, a idéia de caminho, tem tudo a ver com o que é essencial; e que no “Cristianismo” foi extinto – que é a fé como jornada, e não exclusivamente como corpo fixo de doutrina ou de representação institucional.
Sobretudo, o Caminho é apenas o que diz. Sua revolução é a de sempre: a explosão da consciência de Jesus como fé apaixonada no coração de indivíduos gerando um corpo vivo e simples; ordenado a partir dos dons; organizado o suficiente para que os potenciais se maximizem, mas não se fixem hierarquicamente.
De fato, decidimos chamar o que cremos que tem significado como Igreja, de “Caminho”; e os crentes de “os do Caminho” – e isto apenas porque ambos os termos estão emprenhados por contaminação cultural-radioativa-evangélica; e assim permanecerão ainda por muito tempo. Tornaram-se imprestáveis para significar o que Jesus propôs.
Certos termos ficam tão corrompidos que é melhor esquecê-los por um tempo, e viver a partir do que eles significavam [e significam] originalmente; e não do que eles passaram a conotar; pois, o que importa não é a letra, mas o sentido. Aliás, com Jesus o que não é assim?
Isto sem falar que termos como “igreja”, “presbítero”, “diácono”, etc. – todos foram tirados do sistema de administração das cidades do mundo greco-romano; e, outras vezes, das formas encontradas nas próprias Sinagogas dos Judeus. Portanto, nada disso é inspirado, mas apenas circunstancialmente útil. Na revelação a única forma inspirada é a Encarnação. As demais formas são, quando são, vasos-circunstanciais de barro contendo algo essencial: o tesouro do conteúdo imutável do Evangelho.
3. Se a igreja evangélica brasileira não tem correspondido às dinâmicas da vivência nesse caminho, o que falta?
Resposta:
O qual falta? Faltará algo a ser feito e consertado apenas se for possível botar vinho novo em odres velhos e se for sábio remendar veste velha com pano novo.
4. Em seu site, você tem se relacionado com muitas pessoas que de alguma forma se decepcionaram com a igreja. Na sua percepção, o que tem levado as pessoas a se desapontarem e se afastarem dela?
Resposta:
Ora, a “Igreja”. Ninguém deixa a fé por quase nenhuma outra razão. As pessoas perdem o romance com Deus porque a “visibilidade de Deus” na “igreja” é muitas vezes desumana e diabólica.
A “Igreja” que ganhou a parada histórica [estivemos num momento crucial na década de 90, entre 91 e 94] é uma maquina de explorar e dissecar seres humanos até à medula. Não sobra nada.
Além disso, a prevalência do surto neo-pentecostal, de um lado; e a aridez estéril dos históricos, de outro lado; provocaram um subproduto que faz os dias anteriores a Reforma Protestante parecerem piores apenas na rudeza, mas inocentes no processo de manipulação, de paganismo e de blasfêmia contra o Evangelho.
“Os escândalos” acerca dos quais Jesus falou não são “fraquezas humanas” [essas não tiram a fé de ninguém; apenas entristecem], mas sim a perversidade humana contra o pequenino; e, nesse quesito, nada é mais ofensivo à percepção humana do que a pratica do que é “desumano” ou do que é “perverso” feitos em nome de Deus. Portanto, a “Igreja” é o próprio escândalo.
5. Você acredita que tais decepções têm fundamento, ou quem sabe uma parcela delas pode ser fruto de infantilidade espiritual? Não existe uma certa expectativa que distorce o próprio Evangelho?
Resposta:
Não! As pessoas sabem fazer diferença entre pecado humano e perversidade desumana. A imaturidade é dos filhos? São os pequeninos agora os responsáveis pelos que dizem “eu sei”? Ninguém que de fato conheceu Jesus deixará coisa alguma de valor da e na fé em razão dos “escândalos” dos que lideram como bandidos. No entanto, as pessoinhas que estão apenas chegando, vindas do paganismo mais supersticioso, entram cheias de esperança; e, com o tempo, descobrem que os macumbeiros exploram menos, e que despacho sai mais barato; já que em ambos os pólos “Deus” e “deuses” só aceitam oração simbolizada por dinheiro e feita com base em barganhas. A Graça está morta na “igreja”; posto que esta se jacta de ser o que não é.
Portanto, transferir a conta para quem é ensinado é como culpar os filhos por seus pais lhes molestarem.
6. Como você vê a participação da liderança eclesiástica em tudo isso? Quais são as práticas imediatas que um bom líder precisa adotar a fim de superar esse cenário crítico?
Resposta:
Primeiro: acabar com essa história americana de líder. As raízes do conceito de liderança na e da “igreja” são pagãos: vêm dos gregos, passaram pelos romanos, participaram de todas as alquimias de poder na Europa, e ganharam sua versão atual nos modelos americanos de gestão e de importância empreendedora e funcional.
Segundo: é preciso entender que no Evangelho de Jesus liderar é servir, é se dar, é esperar que todos se abriguem pra que você ache um lugar.
Terceiro: é essencial que se acabe com toda essa fanfarrice de liderança e se inicie o processo do lava-pés; de fato e de verdade.
Quarto; e último: o bom líder é um servo simples e que dá a vida pelas ovelhas do Cordeiro que foi morto antes da fundação do mundo; e, por isso, lidera como o Cordeiro: não domina, mas exemplifica; não ordena, mas mostra; não impõe, mas deixa claro o que é; não oprime, antes remove pesos; é misericordioso, mas trata tudo na verdade; é forte na fé e fraco na Graça que tem mais prazer em perdoar do que em julgar; e que prega e ensina a Palavra em total simplicidade, com seu jeito, com sua própria cara, com sua própria essência; e que não busca para si nada que não seja oferecer de graça o que pela Graça lhe veio. Ora, eu não tenho que falar disso. Esta tudo tão simples no Evangelho. Por isso Jesus apenas diz: “Vem e vê!”
Dando ordens à alma
Quando o salmista disse “Bendize minha alma ao Senhor e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome” — para então depois acrescentar as razões para tal louvor; e que vinham do fato de que é Ele quem cura as nossas enfermidades, perdoa as nossas iniqüidades e da cova redime a nossa alma — ele falava de algo que seu espírito sabia, mas que sua alma, naquele dia e hora, não sentia.
É muito difícil saber com o espírito quando a alma não está sentindo de modo correspondente ao que se sabe.
Desse modo, o que o salmista diz ao exortar a sua alma, é que ela estava deprimida pela enfermidade, culpada de iniqüidades, e sentindo-se à beira da cova, em sentimento de profunda desesperança.
Mas veja que quando o espírito fala com a alma, e a ela se refere com carinho, porém com autoridade em fé, soa como se ele, o homem que escreve, estivesse forte, cheio de todas as certezas, alinhado em espírito e alma, quando, de fato, esta não é o fato existencial da hora.
Entretanto, o caminho da fé que anda em espírito [em verdade e na e da Verdade], tem que exercer autoridade sobre a alma, sobre as emoções e sentimentos; pois, os sentimentos soltos [sem a chancela da verdade] em si mesmos são os diabos para o caminho humano.
Assim, a espiritualidade do salmo é a espiritualidade do espírito e não da alma.
A “espiritualidade da alma” escreve poesias de desalento ou de euforia; posto que a alma tende à bipolaridade.
Porém, a espiritualidade do espírito [perdoe-me a redundância] é firme na fé, e não se entrega aos sentimentos, antes a eles dá ordens de gratidão consciente e sóbria.
Não permita que sua alma conte a história de sua vida!
Deixe que sua história seja contada pelo seu espírito!
Humanamente falando, pergunto: Quem opera o seu ser? Quem é a torre de controle? Quem é o que faz as decisões? Sua alma ou seu espírito? As emoções ou a consciência?
As emoções servem à alma. A consciência serve à fé.
Pense nisto!
Nele,
Caio
04/12/07
Lago Norte
Brasília
DF
Dia em que meu paizinho faria 83 anos.
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